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Rodrigo Strauss :: Blog

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Eu não visto a camisa da empresa

Acho que todo mundo já deve ter escutado (ou até usado) a expressão "vestir a camisa da empresa". Isso geralmente é o que o seu gerente diz quando ele quer que você faça hora extra de graça no fim de semana. É uma maneira usada para te pressionar, como que dizendo que, já que você não se preocupa com a empresa, ela também não vai se preocupar com você. Mas tem um detalhe importante que ele não percebe: a sua empresa já não se preocupa com você.

Eu comecei a trabalhar na área relativamente cedo. Com 15 anos eu era monitor da finada Data Control, e com 16 anos eu estava trabalhando de diagramador para um jornal de uma cidade pequena. Depois disso, já com 17 anos, eu comecei a fazer softwares e arrumar computadores. Hoje eu sei que isso foi muito bom para mim, pois eu já comecei a ser enganado desde cedo. Além de acreditar nas promessas que me faziam e nessa estória de "vestir a camisa da empresa", eu trabalhei muito de graça para pessoas que se aproveitavam da minha total falta de experiência com negociações. Hoje eu vejo que isso não tem nada a ver com a idade, porque eu conheço vários programadores com quase 30 anos que têm o mesmo problema. E vejo também profissionais de outras áreas também passarem pelo mesmo problema, inclusive o de trabalhar de graça quando esse não era o combinado.

Uma das coisas que eu sempre digo é que salário não é, e nunca foi sinônimo de competência. O sujeito que ganha mais é aquele que melhor sabe negociar seu salário e que cede menos às pressões para que seu salário seja abaixado. Existem inúmeras pessoas que reclamam que "eu programo melhor do que ele e ele ganha mais do que eu". Infelizmente é exatamente assim que as coisas funcionam, porque as empresas só valorizam as pessoas que tem um bom conhecimento técnico quando elas mesmas começam a se valorizar, e não se rebaixam mais a trabalhar por salário baixo. Para muitas empresas não existe um salário para cada competência, existe o mínimo possível que a empresa consegue te pagar. Quem já fez entrevista ou trabalhou em várias consultorias (as grandes inclusive) sabe bem o que estou falando.

Eu não visto a camisa de empresa nenhuma pelo simples fato de que nenhuma empresa até hoje vestiu a minha camisa. E olha que eu não peço muito, só que me deixem trabalhar em paz. É tão simples deixar um programador feliz... Dê-lhe uma máquina boa, pague-o em dia conforme o combinado, e o deixe trabalhar. Espero que algum dia as empresas percebam (com algumas grandes já perceberam) a quantidade de talentos e de produtividade que eles jogam fora por causa da forma que eles tratam os programadores (e funcionários em geral). Em duas empresas que eu trabalhei acontecia sempre a mesma coisa: de dois em dois anos pelo menos metade dos programadores pediam demissão. Profissionais muito bons, que saiam da empresa porque não tinham a mínima condição de trabalho. Será que os donos eram tão burros a ponto de não perceber a quantidade de dinheiro e potencial que eles estavam perdendo?

A primeira coisa que eu pergunto para os funcionários de uma empresa quando eu entro: "Vão me deixar trabalhar? Ou eu vou ter que ficar lidando com briguinhas políticas ridículas e babaquices afins?". Sou, como eu disse, igual à grande maioria dos programadores, a única coisa que eu peço é poder trabalhar em paz (Como eu estou conseguindo fazer no meu emprego atual. Por isso que estou trabalhando aqui até hoje, mesmo sabendo que a APINFO está cheia de oportunidades.).

Esse jeito de tratar profissionais tem um nome, cunhado pelo meu sábio amigo/sócio Gilberto: "Sindrome do super-administrador". Muitos administradores de empresa se acham mais competentes a medida que eles conseguem extrair o máximo de trabalho dos funcionários pagando o MSP ("menor salário possível"). Eu conheço várias empresas que, se pudessem, descontariam dos funcionários a CPMF retida no pagamento dos salários. Se você acha que eu estou exagerando, você provavelmente não tem muita experiência na área ou é muito sortudo. A boa notícia é que a medida que você troca de empresas e se depara com super-administradores, você aprende a lidar com eles e se esquivar dos truques mais comuns.

PS: Antes que alguém pergunte, eu não sou comunista, sou um capitalista convicto e presto serviço para bolsa de valores com muito orgulho. Eu só acho que, mediante a tudo que eu escrevi, dá para entender porque as empresas de software brasileiras são pequenas e muitas vezes inexpressivas em nichos de mercado que tem potencial de crescimento de 20% ao ano...

PS2: Alguém pode me dizer o que quer dizer esse "PS" que usamos nas observações?


Em 13/06/2005 14:01, por Rodrigo Strauss


  
 
 
Comentários
Raven | e-mail | em 13/06/2005 | #
PS = Post Scriptium (Não sei se a grafia esta correta, mas é isso que significa)
Rodrigo Strauss | website | em 13/06/2005 | #
Enviado por Wanderley Caloni por email:

---------------------------

Que eu saiba, P.S. é a abreviação do termo latino "Post Scriptum" que
significa algo como "Após Escrito" ou "Após Escrita/Texto". Ou seja, é
uma nota anexada ao final de um texto que já foi terminado.

Antigamente fazia até sentido em textos escritos em papel. Mas
atualmente o valor disso mudou, e serve mais para conseguir encaixar
uma informação ou observação num texto cuja estrutura já foi definida
=)

http://en.wikipedia.org/wiki/Ps

[]s

PS: http://en.wikipedia.org/wiki/List_of_Latin_phrases
Muito interessante!

--
Wanderley Caloni Jr.
http://www.wanderley.caloni.com.br
Fabricio | e-mail | em 13/06/2005 | #
Compartilho da mesma visão que você. Não existe essa de empresa boazinha. Na hora do "vamos ver", ela sempre acaba dando as costas para o funcionário.
Wanderley Caloni Jr | website | e-mail | em 13/06/2005 | #
Acho que é difícil, mas as relações com a empresa devem ser as mais formais e profissionais possíveis. Assim não tem discurso de vestir a camisa e vc não é obrigado a ficar até meia-noite trampando pq a empresa serve café da manhã =P

PS: Obrigado, Strauss, pelo PS da explicação sobre o PS =)
Paulo Kazumiti Todoroki | website | e-mail | em 14/06/2005 | #
Acho que podemos afirmar que a maioria das empresas é assim, mas não devemos esquecer que "maioria" não significa "todas".
Não vou lembrar no momento o nome das empresas, mas frequentemente leio que uma ou outra está montando uma academia para os funcionários, disponibilizando espaços mais agradáveis para as famosas paradas "para o cafézinho", criando formas de lazer dentro do espaço de trabalho justamente para descontrair e quebrar a rigidez da relação empresa/empregado. Fora outros benefícios que visam o bem-estar do funcionário.
Provavelmente alguém vai questionar:
- Tudo é com segundas intenções. A empresa vai querer algo em troca!

Of course it will!
Mas penso que se soubermos colocar balança o quanto ganhamos em $$$ + benefícios e o quanto temos de dar à empresa, poderemos chegar a resultados bem satisfatórios.
A consciência dos administradores está mudando e espero que em breve a maioria vire minoria.
Assim, quando meus filhos começarem a trabalhar, vão "camelar" menos do que eu ;-)


Rodrigo Strauss | website | em 14/06/2005 | #
Existem essas empresas, e são as bem grandes, e que são espertos suficientes para saber que esses gastos retornam em produtividade. Afinal, um funcionário feliz e satisfeito trabalha melhor do que um funcionário de saco cheio.

Essa mudança que você diz existir, eu não vejo. Além da minha experiência, conheço vários programadores que já trabalharam em vários lugares, ninguém tem muita história feliz para contar. Cada consultoria/empresa que você passa é uma palhaçada diferente. Culpa da síndrome do super-administrador, que é bem difundida aqui no Brasil.
Fabio Galuppo | em 14/06/2005 | #
A única empresa q vc deve vestir a camisa: é a sua própria!
Rodrigo Strauss | website | em 15/06/2005 | #
Fabio, você resumiu tudo, é isso mesmo. Acredito que essa será a única empresa que eu vou vestir a camisa...
Paulo Kazumiti Todoroki | website | e-mail | em 15/06/2005 | #
Penso que um exemplo de mudança são as empresas que têm banco de horas. Assim se você faz hora extra, tem de compensar. Não houve como compensar, a empresa paga. De qualquer forma, não há hora extra "grátis".
lafayette | em 15/06/2005 | #
great!
mto bom cara.. vc falou tudo e falou bonito!
Priscila | e-mail | em 21/06/2005 | #
Infelizmente eu, como profissional, tenho que abaixar a cabeça e concordar com tudo o que vc escreveu.
As empresas fazem isso mesmo e nos usam, OS PROFISSIONAIS DE RH, para "vender" todas as idéias que você mencionou.
Somos considerados atores e convocados a participar dessa peça teatral...e assim burramente vestimos a CAMISA DA EMPRESA.
Sou o maior exemplo negativo da pessoa que veste a camisa e tenho que parabenizar os super administradores de todas as empresas em que trabalhei, porque todos conseguiram os seus objetivos.

Gomes | em 21/06/2005 | #
Realmente é meio difícil de opinar sobre isso, porque se eu fosse dono da empresa, automaticamente gostaria que meu empregado vestisse a camisa.

Mas como no Brasil 49% do nosso salário vai para o governo, de acordo com o Jornal Nacional da semana retrasada. Acho que a culpa maior não está na empresa, e sim no País.
Rodrigo Strauss | website | em 21/06/2005 | #
Não, o foco é outro. Toda empresa quer que o funcionário vista a camisa. O problema é que eles só querem que você vista a camisa deles, e eles nunca vestem a sua. Tem empresa que você tem que fazer hora extra de graça, mas quando você precisa sair para resolver problemas particulares eles te descontam. Toda a empresa que eu trabalhei até hoje só se preocupa com seus próprios problemas, nunca com os dos funcionários.

O meu ponto não é "eu nunca vestirei a camisa de nenhuma empresa" e sim "só vou vestir a camisa da empresa se eu achar que vale a pena". Não vou dar valor para uma empresa que me explora.

Eu acho que dar um condição de trabalho digna não tem nada a ver com o governo ou a carga tributária, e sim com a visão estúpida que os empresários têm. Existem empresas que tratam muito bem os funcionários (a Microsoft USA, por ex), pq elas sabem que isso faz o cara trabalhar mais feliz e melhor.
Gomes | em 22/06/2005 | #
Eu já tenho uma visão diferente, pra mim, se a empresa tivesse condições de crescer, automaticamente o funcionário iria crescer junto com a empresa( vide quantos funcionários da microsoft, oracle, sony, google e etc ) já ficaram ricos. Imagine agora que o Google que se tornou a maior empresa de mídia do mundo e está valendo 80 Bí de dólares. Muitos funcionários ficaram ricos só com as ações.

Agora no Brasil, uma empresa tem pouca probabilidade de virar uma empresa grande. A empresa só(na maioria das vezes) fica grande, quando a empresário é mal "malandrops" e tem conhecido no governo, vide( vale do rio doce, petrobras, e algumas poucas outras ).


Eu acho pouco provável, uma empresa que ficaria grande, e deixasse os funcionários "na mão"..... o problema é que no Brasil uma empresa não consegue "ficar grande", automaticamente nunca sobra pro funcionário. O Brasil é uma merda, eu mesmo já pensei em ir pra Austrália, pois lá tem 20 milhoes(contra 170 do Brasil) de habitantes e tem vários empregos de informática pagando bem.


Rodrigo Strauss | website | em 22/06/2005 | #
Esse "automaticamente" infelizmente não acontece. Eu conheço diversas empresas de médio porte que, quando cresceram, não ajudaram os funcionários a crescer. O dono comprou casa em Angra, fez viagens para Europa, e os funcionários continuaram fazendo horas extras para cumprir os prazos que o dono da empresa inventava. E, além da minha experiência, já ouvi estórias assim de pessoas que trabalham ou trabalharam comigo.

Muitas empresas brasileiras não crescem por esse motivo. O dono resolve gastar o dinheiro com ele mesmo ao invés de reinvestir na empresa. É uma estupidez, já que investindo na empresa ela podia crescer e ele ganhar muito mais. Mas, infelizmente (ou felizmente pra mim que pretendo abrir minha empresa algum dia), existe muita gente estupida, que desiste de todos os planos quando vê um pouco a mais de dinheiro.

O Brasil é uma merda em alguns fatores, e muito bom em outros. Também já pensei muito em mudar de país, mas por enquanto vou ficar aqui. E aqui também tem bastante emprego de informática que paga bem, é só saber negociar e se valorizar...
Daniel Dias | em 09/08/2005 | #
Concordo em grande parte com que vc disse rodrigo, apesar de ser um pouco radical.
mas é isso mesmo, é díficil ao ponto de impossível, encontrar uma empresa que está crescendo e te levar junto, principalmente a que eu trabalho.
Seguimos uma forma de trabalho que diz assim:
"Manda quem pode obedece quem precisa."
Abraço.

Daniel Dias
Jorge | e-mail | em 01/09/2005 | #
Rodrigo.

Tenho formação técnica em "Processamento de Dados". Quando me formei, em 1998, o meu curso era integrado ao segundo grau, e dava ênfase em programação. Eles começaram com algoritmos e depois passaram para Turbo Pascal 7, Clipper, Delphi e VB. Hoje em dia, vc considera que o estudo dos algoritmos e de linguagens antigas como o Turbo Pascal e Clipper seja "didaticamente válido" para quem está pensando em iniciar ou reciclar ou acha que seria mais interessante já começar direto no uso de uma linguagem mais "atual" ?
OBS.: Só por curiosidade: Você considera o profissional formado em "Análise de Sistemas" melhor opção (mais bem remunerada) do que um Programador ?

Grande abraço !
Rodrigo Strauss | website | em 01/09/2005 | #
Eu já falei sobre isso em http://www.1bit.com.br/content.1bit/programador . Talvez seja melhor começar com algo mais atual, mas qualquer linguagem serve para começar, o negócio é pegar o espírito da coisa.

Não posso falar nada quanto à formação, já que eu cursei um ano de Relações Internacionais e desisti do curso de Sistemas da Informação na segunda semana por achar uma porcaria. Mas eu acho que essa separação não existe, os melhores profissionais fazem análise e programam. Eu me considero um "Analista Programador" ou "Engenheiro de Software", mas o nome pouco importa.
Francisco Benedito de Cerqueira Junior | website | e-mail | em 20/10/2005 | #
Caramba, cara, falou tudo. Sou uma destas pessoas de 30 anos que passou por tudo que é lugar aí, apanhando pra caramba para aprender a negociar, e até hoje eu não sei direito.

Também não visto nem nunca vou vestir camisa de empresa nenhuma. Conheço várias pessoas que se deprimiram depois de serem dispensadas por que "amavam" a empresa onde trabalhavam, e aí vem com aqueles papos de que se dedicou mais do que ninguém, e blá,blá,blá... Ninguém viu, ninguém quer saber.

É aquela estória de confundir passional com profissional. Um dia você "é muito importante para nós" e no outro você é mais um número numa estatística qualquer, então, relação profissional ética é você trabalhar pelo que você é pago e ponto final.
Daniel | em 27/10/2005 | #
Comecei a frequentar o seu site por sugestao de meus colegas de trabalho. Ateh antes de verem este post, todos te adoravam...pra nao dizer idolatravam. Pra mim e pra eles, que trabalhamos numa empresa diametralmente oposta aas suas consideracoes, fica dificil entender uma postura tao radical e generalizada ("Eu não visto a camisa de empresa nenhuma..."). Soh posso imaginar que voce nao deu muita sorte nas empresas onde trabalhou, ou entao que nos demos muita sorte.
Eu vinha "imaginando" isso ha tempos, ateh mesmo pra salvar a nossa boa impressao que sempre tivemos de voce. Entretanto, depois que vi seu post sobre o Slashdot, acho que voce deveria rever sua posicao e avaliar se o problema que voce vem enfrentando na sua vida profissional eh das empresas para as quais trabalhou, ou seu mesmo. Nenhum trabalhador (em qualquer area) que possa se dizer dedicado e concentrado, tem tempo pra ficar lendo noticias do Slashdot "dezenas de vezes por dia". Pessoas assim eu conheci e posso dizer que destas nao se deve esperar mesmo vestir a camisa de nenhuma empresa...talvez nem da propria empresa.
Posso estar enganado quanto aa minha conclusao (nao sei detalhes de sua rotina profissional), mas foi essa a impressao que eu e outros colegas tivemos. A admiracao pelo seu conhecimento e habilidade pra escrever permanecem, de qualquer forma.

Abracos,
Daniel
Marcos Gomes | e-mail | em 30/10/2005 | #
Já vesti muitas camisas.
Já lutei e bradei bandeiras, mas uma coisa que não foi comentada aqui, quando você acha que deu muito pela empresa, que fez ela crescer e que agora ela lucra milhares ou milhões e boa parte devido ao seu trabalho...
Prepare-se, você está prestes a ser descartado.
Impressionante como isso é comum em nosso país.
Lá fora pelo menos, o cara leva um pé na região traseira com mais classe, recebe homenagem e reconhecimento, aqui o reconhecimento fica para os "piratas" do suor alheio.
Aconselho aqueles que possuem uma boa formação, melhorar seu inglês e fugir daqui, porque se nossa patria melhorar, será daqui a algumas gerações, e se pensarem como eu, nem mais essa camisa consigo vestir.
Renato | e-mail | em 30/10/2005 | #
Marcos,

Nao entendo como é que nosso pais pode melhorar se existem pessoas que pensam que tem que sair daqui.

Se todos os intelectuais do nosso pais forem para o exterior será que teremos pessoas inteligentes suficiente para tornar este pais melhor ?

Acho que esta nao é a melhor solução. Aliás, quem encontrar a melhor solução por favor me fale, pois ainda não encontrei uma...

Rodrigo Strauss | website | em 31/10/2005 | #
Marcos, divido que lá fora seja tão diferente assim. Empresário burro é empresário burro em qualquer lugar do planeta. Acho que em alguns países você tem mais chances de conseguir alguma coisa que te valorize, mas não é regra. Não dá pra pensar que saindo do país todos os problemas se resolvem.

Renato, não concordo 100% com o Marcos, mas há uma coisa a se pensar: será que vale a pena deixar de dar melhores condições e qualidade de vida para você e sua família porque precisamos "melhorar nosso país"? A resposta disso é muito pessoal e eu não sei se é a melhor solução, mas com certeza é uma das soluções.
Renato | em 31/10/2005 | #
Rodrigo, realmente acho que vendo sob este ponto de vista é algo a se pensar. Jamais deixaria de dar melhores condições de vida aos meus filhos para "melhorar o nosso país" mas acho que a idéia de "vou estudar o máximo para sair daqui o quanto antes" é uma idéia meio radical.

Tambem concordo que existe empresário burro em todo lugar do mundo, e tambem acho que no Brasil existem empresas realmente muito boas, com respeito ao funcionário, integridade, e boas condições de trabalho. (como a que eu trabalho)

Como o proprio Daniel deu a entender: Existem empresas boas, o problema é dar sorte de encontra-las... ainda bem que eu encontrei. :-)
Rodrigo Strauss | website | em 31/10/2005 | #
Sim, também acho a ideía de fazer tudo pra cair fora muito radical. Mesmo porque, devido a diferença cultural você acabar fazendo da vida dos seus filhos e da sua esposa um inferno. Eu tenho pensado bastante nisso, mas ainda não cheguei a um conclusão final. Voltei a fazer faculdade para ter a opção de mudar de país se eu quiser, mas isso não está nos meus planos a curto prazo.

Aqui no Brasil tem bastante empresa boa e bastante empresa ruim. Eu tive que passar por umas 7 empresas até encontrar um boa onde me respeitem (que é a que eu estou hoje). Algumas pessoas encontram um emprego bom logo, outras demoram e outras se acomodam com qualquer coisa. :-)
Guima | website | em 09/11/2005 | #
Olá pessoal,
acho que a discussão aqui é também questão de comunicação, não tanto discordância de opiniões, pelo menos é o que me parece.
Os pontos de vista do Daniel e Rodrigo me parecem válidos, ou não...só depende do contexto.

Primeiro ponto, ficar visitando sites de tecnologia, discussões, etc.
Imagine que você tem uma posição na empresa onde é uma espécie de ponto focal de tecnologia, é procurado para resolver questões técnicas, tem que estar atualizado, etc. Ninguém com bom senso vai achar ruim se vc dedicar parte do seu trabalho para se atualizar, mesmo que seja em grupos de discussão. Agora imagine que você é gerente de
projetos, como sempre um dos seus projetos está atrasado, etc. Você olha para um de seus programadores e ele visitando dezenas de vezes por dia o slashdot, codeproject... mesmo você Rodrigo vai ficar preocupado. De repente o projeto fica "morno", o programador faz tudo com velocidade e qualidade, e visitando os tais sites... vc não vai se importar. Depende da situação, da qualidade e postura do programador, etc.

Sobre o "vestir a camisa".
Eu concordo com o Daniel no sentido de que se estamos numa empresa devemos nos imaginar como parte do todo, dizer "não visto a camisa" dá uma impressão de distanciamento e falta de espírito de equipe. Ao mesmo tempo em que deve rolar boa vontade com a empresa, tudo não passa de uma relação comercial, podemos estar numa boa com a empresa porque nosso chefe é legal e competente de repente ele sai e tudo muda... e aí ? Isso tem pouco a ver com a empresa. Cheguei a conclusão que o melhor pra mim é parar de pensar se devo ou não "vestir a camisa"... procuro fazer as coisas com boa vontade e respeitando o melhor global, se me for exigido horas extras demais ou se o trabalho estiver desinteressante demais ou qualquer situação ruim posso chegar e conversar, se não mudar nada tchau mesmo...a "empresa pensa" o mesmo em relação a gente. Além disso é muito difícil ficar contente em todos os projetos...

Recentemente tb escrevi algumas coisas no meu site onde dependendo do ângulo que cada pessoa olhar o que estou dizendo pode concordar ou não, é difícil colocar em meras palavras todas as nuances que um pensamento pode ter. Ou não...acabei de gerar uma terceira linha de pensamento e ninguém concorda com ninguém! hahaha

Abraços
Rodrigo Strauss | website | em 10/11/2005 | #
Você disse o que mais importa dentro dessa discussão: tudo depende do contexto.

Ficar lendo notícias enquanto um projeto está atrasado realmente não tem cabimento, a não ser que seu gerente crie prazos impossíveis de propósito só para manter os programadores sob pressão. Mas isso não é nem "vestir a camisa" isso é questão de fazer o seu trabalho. Eu sou referência em muitos assuntos onde trabalho e me manter informado é realmente importante. Mas é preciso ter "simancol" e bom senso.

Fazer o seu trabalho corretamente não é necessariamente vestir a camisa. Você é pago para isso e ponto. Quando a boa vontade entra na equação (e o "vestir a camisa" também), isso deve ser recíproco.

Eu não sei se visto a camisa da empresa onde trabalho hoje, mas com certeza absoluta eu visto a camisa do meu gerente. Porque ele é um cara muito honesto, que cumpre o papel delçe de gerente, e me dá todas as condições que eu preciso para trabalhar bem e em paz (além de ser tecnicamente excepcional). Por isso ele merece toda minha consideração, boa vontade, e horas extras quando isso é necessário. Isso é vestir a camisa. Ah, e não, ele não lê o meu site...

Eu não concordo quando você diz que ninguém concorda com ninguém... :-)
Michel Wilker Prado | e-mail | em 16/12/2005 | #
Tou achando que esse Rodrigo trabalha na mesma empresa que eu. Nunca vi tanta coincidência :-)
Alexandre | em 10/05/2006 | #
eU Ñ SABIA O Q era PS tb...
Marcelo | e-mail | em 04/06/2006 | #
Prezados,

Que tal abrirem uma empresa e aliarem forças? Assim vcs evitam todos os desabores pelos quais têm passado e continuam a prestar os seriços impessoais que tanto os aprazem.
No entanto, caso alguém não esteja se firmando em nenhum lugar, talvez seja hora de fazer uma reflexão sobre nosso modus operandi. Será que somos tão bons qto imaginamos? Onde podemos melhorar? Meu serviço está suprindo as expectativas da empresa? Vejam, ninguém contrata os outros pelo simples fato do cidadão ser um bom especialista(eu se considerar um). Qto aos 3 meses...Se vc for tão indispensável qto imagina, não vão deixar vc sair nem que vc queira. Pensem nisso.
Bom trabalho a todos!
Rodrigo Strauss | website | em 04/06/2006 | #
Abrir minha empresa está dentro dos meus projetos, tenha certeza. Não quais são as pessoas que você está se referindo, falo só por mim.

"Serviços impessoais"? Não entendo, estamos todos falando de software?

Eu me firmei agora, depois de passar por todos esses desaforos. E acontece exatamente o que eu falei: me deixam trabalhar em paz. Fácil, né?

Se meu serviço um dia não supriu a necessidade de alguma empresa meus chefes nunca tiveram coragem ou sinceridade de me dizer ou de me demitir.

"ninguém contrata os outros pelo simples fato do cidadão ser um bom especialista". Então contrata por qual motivo? Empatia também ajuda, mas acho que o fato do cara ser um bom proffissional deve ser o principal motivo.

"Se vc for tão indispensável qto imagina, não vão deixar vc sair nem que vc queira" - é só não aceitar contraproposta e sair mesmo. Já fiz isso algumas vezes.
Ricardo | em 27/05/2007 | #
È ate engraçado q acontecia exatamente isso na minha empresa, meu chefe querendo sempre 100%(quando nao 200%) dos fucionarios, quando a empresa e ele mesmo não dava 10% para com os funcionários.
Jeff | e-mail | em 13/11/2007 | #
Minha avó dizia que os PS eram os Pontos Salientes. Na verdade quem é cego e precisa ler sabe bem o que é isso.

:D

Jeff
Lutter | website | e-mail | em 20/12/2007 | #
Pow Rodrigo...
Qual é o problema de ser comunista cara?
Saiba que comunismo não é nazismo.
Rodrigo Strauss | website | em 20/12/2007 | #
Não há problema nenhum em ser comunista, só que eu não sou. É só pra esclarecer que minha opinião não é por ideologia, mas por uma simples constatação do nível geral de estupidez no mercado de software brasileiro.
Desilusão | em 06/05/2008 | #
Caros amigos, desculpe o tom do meu email, sou um veterano em C/C++ com 16+ anos e me sinto realmente avontade para postar um comment aqui, entrei nesse blog buscando um programador com um nivel avançado para uma empresa, "das grandes", como comentado por muitos, eu tambem ja fui vitima mas tambem ja fui carrasco, ja fui programador e dono, lider de projeto, arquiteto de software, lead programmer de R&D; aprendi muito em todas as etapas e empresas onde passei e fiquei realmente decepcionado com o que li aqui, eu acredito que trabalho, como o nome ja diz deve ser remunerado e que pessoas tem diferentes niveis de negociações com relação a seus salarios, isso é fato, mas nenhuma empresa beneficiará um ou outro se ela não entender que esta fazendo o bem para ela propria, quero dizer um programador mediocre não ganhara mais do que um excelente porque ele é mais politico ou por qualquer outra razão que não "resultado"! Empresa não é sua casa, sua amiga, sua inimiga, empresa de ta emprego, é uma estrutura que te permite evoluir como profissional, vc tem que evoluir dentro dela, tem que ter metas que se paltem pelas dela, ou vc esta realmente perdendo seu tempo, engraçado que eu sinti nas respostas do post que ninguem esta disposto a medir quanto realmente ele da em troca para empresa onde trabalha para que espere dela uma remuneração de acordo ou um beneficio que acha ser merecido, isso deveria ser uma pratica comum, saber sempre quanto vc esta fazendo pela empresa em termos reais, medidas de performance suas, pessoais, saber quanto a solução que vc aplica amplia o ganho da empresa; "ah mas a empresa não me deixa saber, é tudo segredo aqui"; balela, vc sabe que é balela, apertando os botões certos vc tem as informações que precisa; ainda que não possa , avalie seu beneficio real e quando seu chefe for falar com vc, chame-o para um cafe e diga a ele: "esse projeto esta indo assim e assado, por conta de minha medida X ou Y agora as coisas estão mudando, anote na sua agenda porque estou fazendo isso pela empresa mas vou querer meu reconhecimento na hora certa!" Saiba o que vc faz por sua empresa, se ele optar por te ignorar, ou ignorar tudo que vc esta fazendo, simplesmente saia, vc já esta perdendo seu tempo ali. seja util, seja competente, torne isso uma cultura sua como programador, evolução, não espere reconhecimento, conquiste reconhecimento, faça a diferença, não peça pra te deixarem trabalhar, faça com que todos trabalhem, faça o trabalho fluir, ao pedir que te deixem trabalhar vc ja se coloca fora da equipe. Eu posso garantir a vcs que tudo que estou falando aqui, funciona, e falo por bem, não estou criticando nenhum de voces, estou passando um pouco da experiencia que tenho, de coração, ou não estaria perdendo meu tempo escrevendo isso, não faço nada que não for positivo na vida. Fato: hoje preciso de programadores para equipe, preciso de corações tambem e estou vendo, ainda mais depois de ler todos os comments, que não sera facil de achar, realmente uma pena.

Rodrigo Strauss | website | em 08/05/2008 | #
"um programador mediocre não ganhara mais do que um excelente porque ele é mais politico ou por qualquer outra razão que não "resultado""

Na prática é o que acontece, em qualquer área. Eu já vi inúmeros casos assim, tanto na área de programação como fora.

Precisa de corações para sua equipe? Comece pagando bem para provar que você está disposto a fazer a sua parte. E se prepare para uma busca árdua.
Maiko | e-mail | em 23/09/2008 | #
PS: Post escrit

ou algo do genero em latim que quer dizer escrito posteriormente.
Rodrigo Leite | website | em 08/10/2008 | #
Já vi isto tudo que disse aí acontecer. E, infelizmente, é verdade.

PS.: PS significa Post Scriptum - Escrito Depois. Sou viciado em PS... ehehehe
Sandra do Valle | e-mail | em 06/11/2008 | #
Não podemos generalizar. Nem sempre a culpa é da empresa e sim de alguns gerentes que, por sentirem-se ameaçados com a inteligência do seu subordinado, fazem o possível para "embargar" a promoção do mesmo. Aconteceu comigo mas nem por isso deixei de "vestir a camisa" da empresa, e visto até mesmo fora dela. Minha Empresa é excelente, cria oportunidades, incentiva com treinamentos, só não aproveita quem não quer. Sem contar os benefícios oferecidos aos funcionários. O salário não é lá essas coisas, mas você tem a oportunidade de se fazer conhecido no mercado e de se capacitar profissionalmente. Não discrimina, raça,religião,opção sexual e nem mesmo idade. Apenas exige que você faça a sua parte, e ela faz a dela direitinho.
Como você pode ver, os valores mudam, os conceitos mudam. Temos que concordar que a evolução é para tudo e para todos. Em uma coisa eu concordo com você, é preciso aproveitar o conhecimento tácito dos bons profissionais antes que eles migrem para outras empresas.
Roberto | website | em 13/06/2009 | #
Rodrigo Strauss,
Tenho 16 anos que trabalho na área e concordo plenamente com você. Tenho 33 anos e adoro tecnologia, mas esse comportamento da grande maioria me desanima muito. O mais importante é não se deixar enganar e valorizar-se sempre.

Aproveito para parabenizá-lo pelo blog, curto muito os seus artigos.

Fique com Deus.

Saudações,

Roberto
Astor Palmeira | em 08/12/2009 | #
Amigo,

Realizando uma pesquisa dobre iscsi, só para ver as novidades.Deparei-me com seu espetacular artigo.
Voce tem toda razão, são rarissimas as exceções, rarissimas.
Eu e um amigo desenvolvemos o seguinte dialogo para ilustrar nosso pensamento:

- Vamos vestir a camisa da empresa?
- Vamos!
- Então vamos lá, trabalhar além do horário hoje... para bater as metas...
- Esqueça, eu já estou vestindo a camisa de outra empresa...
- Como? isso não é etico!
- É que estou vestindo a camisa da minha empresa, quando trabalho além do horário estou acumulando perdas para ela.
- Como assim?
- Minha empresa deixa de estar com meus filhos, de estudar, de ouvir musica, de viver o ocio, de planejar o futuro, de curtir meus hobbys, de cultivar as amizades....
- Não entendi?
- Minha empresa meu caro, sou eu! Para realizar algo que vá de encontro com as prioridades dela, a compensação deve ser muito bem estudada.

Todas as pessoas deveriam sabem que quando suas empresas falharem, não tiverem mais a vivacidade, disponibilidade e criatividade, dentre outra qualidades que só o ser humano tem, serão abandonadas.

Ótimo artigo!
Abraços.
Cleovane Selbach | em 24/01/2010 | #
O erro das empresas não esta em fazer as pessoas trabalharem de graça, não está em não oferecer benefícios, ou ainda em explorar demasiadamente os funcionários. O erro das empresas está em priorizar a técnica em detrimento da política. Vejam o exemplo da política. Existem centenas de antigos "coronéis" que exploram o povo ao máximo e mesmo assim se reelegem sempre, e você se perguntando como, porque, mas basta analisar para perceber que essas pessoas, por mais crápulas que possam parecer, simplesmente são amadas e idolatradas pelas pessoas. Porque? Ora, eles são políticos. A vida deles é convencer as pessoas a acreditar que aquilo que eles fazem é bom. Você pode dar a um funcionário tudo o que ele quizer e ele nunca ficar satisfeito, ou pode dar a ele o que você quer e convencê-lo de que isso é maravilhoso.
Você vai vestir a camisa da sua própria empresa, ok. Mas isso não basta, lembre que quando você tiver a sua própria empresa terá que fazer com que as outras pessoas vistam a camisa dela, e aí, quando você for o manda chuva, você vai se perguntar: Porque esse cara não veste a camisa da minha empresa, se eu faço tudo por ele? E ele estará pensando, esse cara está me pagando o MSP (menor salário possível) e quer que eu vista a camisa da empresa só para me explorar mais. Ah, e você estará reclamando porque não pode descontar o FGTS do salário dos empregados.
Ou talvez não. Quem sabe você é um ótimo político que consegue convencer as pessoas a vestirem a camisa da sua empresa e a serem felizes nela.

P.S. Porque raios é preciso escrever o número vinte e seis para publicar?

Respeitosamente.
Danilo da Silva | website | em 16/03/2011 | #
Isto de vestir camisa da empresa é relativo. Se você sonha em fazer carreira dentro de uma empresa, pode ser que valha a pena fazer alguns sacrifícios por algum tempo. Mesmo assim vai depender da clareza que você tem de que terá oportunidades de subir logo. Mas se o seu interesse é um dia dar uma banana para todos os patrões e ser dono do seu próprio negócio, aí é diferente.
Renan | e-mail | em 20/04/2011 | #
Cara tudo que eu tenho a dizer para você:

Estou maravilhado com o seu site *-* Parabéns!
Marcus | website | em 27/04/2011 | #
excelente artigo. este negócio de vestir a camisa da empresa é conversa fiada.
PPS | em 02/06/2011 | #
Só corroborando com o conhecimento geral, PS significa "post scriptum": em latim, "após do que foi escrito". Um segundo PS deveria ser grafado PPS ao invés de PS2, pois significaria "post post scriptum", "após do que foi pós-escrito". (PS2 soa mais como um console de video-game.) No entanto, é mais elegante dizer tudo quanto deixou de escrever no texto em um único post scritpum.
Matheus | em 24/11/2011 | #
Concordo com você Rodrigo, é impressionante como esse pessoal da administração tenta levar os funcionários a fazer as coisas de graça, já trabalhei para empresas com "super-administradores", um deles sempre dizia se a empresa crescer você também crescerá, quando a empreza cresceu, a única coisa que aumentou para nós os funcionários foram as cobranças! - Enquanto o BigBoss fazia viajens pelo mundo!
Marco Abramo | e-mail | em 26/04/2012 | #
Também não visto camisa de empresa nenhuma, muito menos entro naquela de que "somos uma família" e outros misticismos corporativos, simplesmente porque:

- Empresas só te mantém na folha de pagamento porque vc está dando algum lucro ou sendo útil de alguma forma. Se um dia isso mudar, vc pode ter vestido a camisa (e calça, sapato, meias, chapéu e etc) não vai fazer nenhuma diferença: Rua!

- Óbvio: Empresa NÃO é família (qual família manda um parente embora porque ele não é mais útil?)

- Você pode virar dias e noites trabalhando, vira fim de semana, deixar de fazer esportes, deixar de ver seus filhos e etc, mas se ficar doente por isso, mesmo se for óbvia crise de stress por excesso de trabalho, o problema será seu. E se precisar se afastar mais de 15 dias, a empresa não vai te pagar nada, vc vai depender do governo (que vai te pagar uma merreca).

- Ainda que vc não não fique doente, se a sua qualidade de vida for para o espaço por excesso de trabalho e se sua vida social for a mesma de um vegetal em estufa, não adianta reclamar na empresa pois alguém do RH (ou seu chefe) vai te convencer de que vc "precisa encontrar um equilíbrio" e que não deve culpar o trabalho por isso, mas vc mesmo. Eles têm toneladas de frases decoradas e todo um arsenal de jargão psicológico voltado para isso, nem tente contra-argumentar.










null | em 24/02/2015 | #
Post-scriptum
CARA | e-mail | em 01/04/2016 | #
cara vc é doidão... serve para ser patrão e eu trabalhar para oce... é isso ai gostei não veste a camisa mas veste a camisinha do chefe... rsrsrsr abraço
Algo a dizer?
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