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Rodrigo Strauss :: Blog

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Dicas para particionamento e organização do HD, parte 2

Nessa segunda parte, darei uma pequena explicação do sistema de arquivos FAT. Depois faremos uma comparação entre FAT e NTFS para podermos decidir qual tipo é melhor para qual finalidade.

FAT é um sistema de arquivos que foi criado na década de 80, originalmente para ser usado em disquetes. Foi o sistema de arquivos padrão da Microsoft desde as primeiras versões do MS-DOS, e continua sendo o mais utilizado até hoje, sendo suportado pelas últimas versões do Windows (XP, Server 2003 e Longhorn) e por diversos outros sistemas operacionas, como Linux e OS/2.

Primeiro vamos resumir a história do FAT:
  • FAT12: Primeira versão, foi projetada para disquetes. Nomes de arquivo no formato 8.3. O "12" vem do número de bits usados para numerar os clusters;
  • FAT16: Com o aparecimento dos primeiros HDs (naquele tempo alguns chamavam de "Winchester", lembram?), o FAT12 não era mais suficiente. Aumentaram então o número de clusters para 16 bits;
  • VFAT: Com o surgimento do Windows 95, a Microsoft queria suportar nomes de arquivos longos, como no OS/2 (que usava HPFS). Então foi feita uma adaptação no FAT para ele suportasse nomes longos e ainda ficasse compatível com os aplicativos antigos;
  • FAT32: Com o surgimento dos HDs maiores, o tamanho máximo de 2GB para um partição FAT16 tornou-se uma limitação crítica. Então o número de clusters foi aumentado para 32 bits. Apesar de resolver o problema, o novo sistema de arquivos não era compatível com os sistemas operacionais mais antigos. O Windows NT4, por exemplo, não suporta FAT32 nativamente. O FAT32 também suporta nomes longos, assim como o VFAT (não sei se podemos chamar de VFAT32...).

Por ser um sistema de arquivos antigo, muitas das funcionalidades presentes nos sistemas de arquivos mais modernos não estão disponíveis. Para facilitar, vou enumerar as vantagens e desvantagens do FAT32:

Vantagens:

  • Como a estrutura é simples, o acesso aos arquivos é rápido;
  • É compatível com praticamente todos os sistemas operacionais, como Windows 98, Windows NT 4, Linux, OS/2, etc.

Desvantagens:

  • Não tem recursos de segurança. Não permite que o usuário ou administrador limite o acesso de determinados arquivos a determinados usuários;
  • O controle anti falhas é muito simples e pouco eficiente. O FAT usa como sistema de segurança para corrompimento dos metadados uma cópia backup da tabela de alocação. Isso já se mostrou ineficiente. Uma simples queda de energia durante uma operação que modifique os metadados pode tornar a partição inacessível.

Em todas as comparações que eu fizer daqui para frente, somente o FAT32 será considerado. O FAT16 tem a limitação de 2GB no tamanho da partição, motivo suficiente para ser desconsiderado.

Na terceira parte eu descreverei o NTFS.

Veja também
Dicas para particionamento e organização do HD, parte 1
Dicas para particionamento e organização do HD, parte 3
Verdades e mitos sobre NTFS e FAT

Em 26/08/2004 22:47, por Rodrigo Strauss


  
 
 
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