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Rodrigo Strauss :: Blog

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Conhecimento é poder

Eu já escrevi sobre como é extremamente necessário que você tenha informações para tomar decisões. Tenho pensado bastante em open source, e resolvi me informar melhor de uma vez por todas. Eu sou um usuário Linux razoável, tenho um SUSE instalado em casa e até consigo me virar. Bom, mas que graça tem usar um sistema operacional sem programá-lo?

Além do C/C++, que é lingua franca em todos os sistemas operacionais, tendo estudado algumas bibliotecas. Fiz alguns testes com Qt (o toolkit usado pelo KDE) e também com GTK (usado pelo Gnome). Tendo mais ao Qt, por ser nativamente C++ e por achar o KDE mais conciso do que o Gnome.

Além do C++, tenho feito testes com o Mono, a runtime .NET para Linux, do pessoal da Ximian/Novell. Apesar de toda a dificuldades com a implementação do Windows.Forms (eles também desistiram do Wine), o trabalho deles é espantoso. Nos poucos testes que eu fiz, o JIT do Mono me pareceu sensivelmente mais rápido do que o JIT do .NET Framework. Ainda vou fazer alguns testes com sistemas maiores, mas a primeira impressão é muito boa. Na empresa onde eu trabalho, estamos começando a projetar um sistema grande, com a camada de negócios separada da apresentação. Isso vai me dar vários componentes sem dependência de Windows.Forms para testar no Mono. E prometo que publicarei os testes aqui no site.

Falando em Mono, eu troquei uns e-mails com o Miguel de Icaza, o cara que projetou e coordenou a implementação do Mono. O mais legal é que, em um dos e-mails, ele me deu uma "bronca", dizendo que o fato de eu ter nascido no mundo Microsoft não é um motivo para eu me sentir tão perdido no UNIX ("não vou comprar seu argumento, simplesmente porque computadores são divertidos"). Além disso, ele me indicou um livro, o The UNIX Programming Environment, que eu comprei e estou lendo.

Esse livro foi escrito em 1984. Pode parecer desatualizado, não? É, mas não está. E lendo esse livro eu, além de aprender um pouco da filosofia do UNIX, tenho aprendido que as grandes novidades na área de programação são reinvenções de tudo que já existe desde de 1960.

O UNIX trabalha com o conceito de stream, usando e abusando da capacidade de redirecionar o stdout de um programa para o stdin de outro (em português: redireciona a saída de um programa para a entrada de outro). Esse conceito permite que vários programas trabalhem em conjunto, multiplicando o poder das ferramentas. Você pode até trocar aquele funcionário incompetente por um shell script :-).

Mas como um programa entende a saída de outro? Simples, usando o formato texto, com tudo separado com quebra de linha (\n). Assim todo mundo se entende. Isso te lembra alguma coisa? Não mesmo? Pense melhor...

XML. Padrão baseado em SGML (texto) para intercâmbio de informações. Assim todo mundo se entende. Mas, considerando os fatos acima, XML é uma evolução, e não uma revolução. Seria uma revolução se todos os programas, desde o início dos tempos, trabalhassem com formatos fechados e binários, como o Microsoft Word. Mas é evolução, já que isso já existe desde a década de 60.

Mais uma simples evolução: SOA, arquitetura orientada a serviços. RPC baseado em SOAP (XML) trafegando em HTTP. Sem binding em tempo de compilação = IDispatch. Sem guardar estado = programação procedural. Sim, isso mesmo, programação procedural. As funções são "abrigadas" em objetos, que simplesmente fazem o mesmo papel que um namespace C++. Isso vem desde o pooling de componentes do COM+, com objetos stateless (que não guardam estado). E aí, qual a revolução?

Conclusões que eu cheguei:

  • Evolução é uma palavra que só serve para o pessoal de marketing
  • Sim, o Linux é legal... :-)
  • Como ler um livro pode fazer a gente pensar em tantas coisas
  • Como é colossal a quantidade de informações que você pode absorver estudando sobre um assunto
  • Quando você estuda um assunto, você obtêm informações que podem te levar a conclusões sobre outros assuntos
  • Ainda bem que eu não virei advogado, como minha família queria...

Em 11/10/2004 18:07, por Rodrigo Strauss


  
 
 
Comentários
Ricardo | em 27/09/2008 | #
[Ainda bem que eu não virei advogado, como minha família queria...]
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